domingo, 18 de dezembro de 2011

FATO 76: Grande sonho

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FATO 75: Classes de "prestígio"

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

FATO 74: Origens secretas

domingo, 11 de setembro de 2011

FATO 72: Argumento Pessoal


Sempre que vamos usar argumentos, nos  baseamos em outras pessoas e suas experiências ou estudos. Quase nunca é considerado um argumento válido se ele não é embasado em um autor  conceituado, estudioso, ou algo assim; opinião pessoal ou vivências próprias, dependendo do assunto, não serão consideradas argumentos válidos, serão tidos como  experiências e percepção isoladas.
A questão é que nossas referências também tiveram referências.Sempre as fontes serão trocas de informações, vivências, experimentações. O conhecimento humano,  será provindo de outro humano que por sua vez teve uma percepção pessoal ou ,  por observação e  própria percepção. Essa vivência pessoal, sempre será influenciada por outros, nunca existindo uma fonte totalmente original. As ditas novas idéias vão sempre ser originadas de um acumulo de conhecimento e combinações do repertório de um indivíduo seja através do outras referências, sejam de outras pessoas, ou de análise, observações e associações a partir da natureza ou comportamentos. 

Dizem que para se criticar, seja para bem,  seja para mal, um ponto de vista é necessário ter experimentado ou vivenciado esse ponto de vista. Mas nota-se que a experimentação não será suficiente para quem quiser refutar sua idéia, já que nossas percepções são diferentes e se tratará de um fato tido como isolado. Logo se diz que só a experimentação não se vale, e que se é necessário a vivência em um ponto de vista. Mas se pela experimentação  um individuo não aceitou esse ponto de vista, porque teria ele que prosseguir  e ter uma vivência, para ai sim poder criticá-la? Mesmo vivenciando, ainda usarão do argumento de que cada pessoa tem um ponto de vista . Então nunca um ponto de vista será relevado se as pessoas no seu íntimo não concordam. Por mais que se tenha experimentado ou vivenciado, já que a percepção de cada um é diferente, a crítica se tornará  um pouco mais aceitável, mas ainda sim será destratada ou irrelevada. 
Ou seja, o lado pessoal, o gosto, sempre será tendencioso, e nunca conseguiremos ser imparciais.  As pessoas usarão de argumentos ou pesquisas, mas no fundo o que conta é o lado pessoal, e justamente o  lado pessoal que não é considerado como argumentação.  Argumentos e pesquisas se tornam inúteis em discussões onde pontos de vista são antagonistas.  E as opiniões pessoais  tornam-se impensáveis. Uma contradição, algo sem sentido, quando qualquer conhecimento é provindo de vivências pessoais, mesmo que de outras pessoas.

As pessoas raramente mudam sua opinião de fato sobre uma coisa pré-estabelecidas por elas mesmas, só mudarão se forem coisas de relevância menor, simples, ou menos aprofundada em seu repertório. Uma convicção pessoal, algo que parte do caráter da pessoa , ou algo fruto de reflexões e pesquisas  intensas, dificilmente se modificará, se isso acontece, ele é polido aos poucos ao decorrer de sua vida, ou através de um choque.
Praticamente sempre as opiniões se dividem em dois pontos, o pensamento corrente e o que se contrapõe. As ideias vão girar nesse antagonismo e “equilíbrio”.
Em qualquer um dos pontos, um lado sempre vai estar convicto de que seu modo é o melhor jeito,  sempre convicto de que o outro é algo imposto, pouco elaborado, egoista e que não é provido de um estudo mais intenso ou conhecimento tido com pouca reflexão própria.  Sempre o egoísmo humano estará em primeiro lugar, estando de forma mais direta ou indireta no modo de se atribuir conceitos. De uma forma mais sútil ou radical, queremos impor nossas percepções das situações que vivênciamos, ou pelo menos mostrar que ela é provinda de um raciocínio e deve ser respeitada.

Esse texto mesmo é expressado de acordo com minha opinião e percepção, não tendo outros autores como referência direta. Ainda sim, para chegar a essas "conclusões" tive influências de acordo com minha vivência.
Ai de acordo com seu gosto e percepção, você vai considerar esse pensamento relevante ou não. Que deve ser respeitado, ou que é algo pessoal e sem fundamentos consideráveis. Seu lado pessoal vai interfirir sempre na hora de considerar um ponto de vista ou conceito. E isso pra mim não é errado, é natural, ainda que, por muitas vezes pode ser chateante.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

FATO 69: Ironia

O homem decide por si só o que lhe faz bem, o que lhe agrada.
Ele tem direções, diretrizes, alternativas, métodos, mas no fim quem escolhe é ele mesmo. Ele vai determinar o que ele prefere, no que se adapta, no que acredita, e o que quer.

Mas dizem  também que o homem não sabe direito do que gosta, mas sabe muito bem do que não gosta. Isso já basta em alguns casos.
O homem por vezes pode ser ingênuo, ou até mesmo ignorante. Mas se em sua mente tem aceitação e gosto, ele só deve se preocupar em não prejudicar os outros com o que optou para seu bem.

(clique nas imagens para ampliá-las)


sábado, 16 de julho de 2011

FATO 68: Concepção da existência.

Minha "Grande Obra". (apenas gosto desse nome)


Eu posso morrer amanhã e não tenho nada muito efetivo registrado sobre meu parecer da vida. Pessoas morrem a todo instante, e com elas uma visão única sobre o mundo, levam também consigo uma história, cada uma delas tinha uma história. Apenas as pessoas ao seu redor se dão conta de sua falta, e que aos poucos, por mais difícil que seja, sua ausência vai de certa forma se cicatrizando, parecendo algo mais distante da sua realidade. Mas para o mundo, para o universo, a maioria das vezes essa presença passa despercebida. Despercebida, não insignificante.
Chegou a hora de eu registrar meu parecer de vida até o momento. Ele provavelmente vai mudar, talvez muito, talvez pouco.
Primeiro de tudo, ainda não tenho uma só visão da vida, não consigo tomar apenas uma coisa como verdade ou não. Não consigo ir a fundo, e seguir acreditando em uma única concepção.
Acho que as grandes questões da vida, se baseiam em 8 ou 80. Tudo ou nada. Acho que não existe um meio termo, mesmo que em decisões e conceitos durante a vida possamos estar divididos e não assumir certas posturas absolutamente. O que quero dizer com 8 ou 80 é em relação a concepção de existência: Ou tudo é uma coincidência, tentativa e erro, caos, aleatoriedade, apenas matéria largada e regida  por forças naturais existentes (e a questão natural é mais um mistério), ou existe uma certa ordem, um motivo, um “destino”, um “Deus”.
Eu sinceramente, por mais que às vezes eu tenda a pensar que tudo pode não passar de matéria seguida de coincidência, no fim eu sei que eu acredito na segunda opção. Acredito em “deus”.
Mas claro, esse deus não é o conceito convencional, de um criador que rege por nossa existência. Bem, talvez um pouco. O que quero dizer que não é o deus inventado pelo homem, o deus que quer algo, quer ser louvado, quer seguidores, o deus que pune, o deus das religiões.
Agora entro no momento em que minha cabeça elabora várias concepções e no fim não consigo decidir apenas por uma delas, provavelmente muitas pessoas passam por isso. Outra adversidade que encontro, é  encontrar um meio de me expressar de forma concisa e de certa forma linear, porque surgem a todo momento pensamentos que acho relevante mas que não se adéquam a como segue o texto. Enfim, vamos lá:
Uma das minhas concepções é de que na verdade somos uma única existência. Algo como uma energia que flui por todos nós, como se nossas mentes na verdade fossem interligadas de certa forma, e nós que temos a impressão de individualidade, essas “mentes” individuais se manifestam assim, assumem um personagem quando na verdade, somos uma coisa só, e tudo que acontece, cada pensamento ou ação provém de uma única fonte, e é compartilhada inconscientemente nessa existência mútua de pequenos ramais, de pequenas sub-existências.  Nossa manifestação  individualista nada mais é do que uma parte de consciência, distribuída a cada um, uma forma de coexistência.
Também relevo algo , ainda nesse aspecto, mas de que não “existimos”, quer dizer, tudo isso que temos como vida real, é apenas uma manifestação energética e tomamos por realidade, como real, porque é como passamos a existir, porque é como assumimos a vida, é nosso cotidiano, estamos atados a existir assim, e logo tomamos como vida real. Quando pode ser nada menos do que uma projeção de uma existência, uma assimilação e modelagem da realidade que concebemos. Ou seja, seríamos algo mais abstrato, algo intangível, talvez, (similar as idéias de Platão) e tudo isso é uma impressão, afinal, sentimos que essa é nossa vida, porque sentimos, temos sentidos, nós vemos, ouvimos, tocamos, sentimos gostos e cheiros. Sem esses sentidos, nada existe para agente, são meios de receber o que parece ser externo, quando na verdade pode ser uma projeção indexada à esses sentidos.
Ainda, inconscientemente, algo que exista em nos, e por meio de nossas concepções pré-moduladas, projetamos todo o “roteiro” da nossa vida, nós somos responsáveis por nossa realidade, como se tivéssemos uma essência, uma alma ou como queira chamar, que regesse por nós. Temos nossas particularidades, “gostos”, credos, e elas partiriam dessa essência, assim como ela ia de certa forma criando nossa realidade de acordo com nossas pré-disposições, uma espécie de “Carma”, onde estamos submissos ao nosso inconsciente, nossa verdade oculta, onde nossa essência é decidida e tem de fato uma verdade absoluta, e aos poucos de acordo com nosso consciente, ela vai criando nossa realidade. Mas ai restaria algo que não conseguiria teorizar, nem mesmo criar conjecturas, a verdade absoluta, algo pleno que tem certeza, que é perfeita. Assim como a concepção de Deus.
Ao certo é que a vida nunca seria fácil de ser “desvendada” (ou talvez seja...). E por mais que eu saiba o quanto é inútil tentar concebê-la, tentar achar o seu sentido original, sua ‘verdade’, eu não resisto, algo me atrai em seu mistério, algo me atrai em saber da “verdade”.
Quando sabemos, e dizemos, mas no fim, ninguém faz efetivamente: Parar de teorizar e partir pra prática, ou então, parar de tentar entender a vida e vivê-la. No fim dizem que você define o que quer da vida, que você se vira com o que ela te dispõe. Se você tem essa concepção mundana de mundo, de amizade, amor, felicidade, comer, beber, leis da física, recursos naturais... se ela nos dispõe dessa realidade,  devemos seguir nas suas possibilidades, devemos seguir e tentar arrumar um rumo nesse meio, viver dessa forma. Devemos aceitar que é assim, e se adequar.
Com a evolução do homem e sua organização em sociedade ou como ser pensante, deveríamos então aceitar e nos adequar, e ir evoluindo e adaptando para que exista também uma realidade para a posterioridade. Não existe essa de alienação, não existe essa de certo ou errado, de idiotice ou qualquer outra coisa. São tudo conceitos, e estamos sempre suscetíveis a herança de conceitos que foram desenvolvidos. Estamos nesse meio, temos alternativas para gostos dentro do que chamamos de sociedade. Temos apenas alternativas, porque  no fim somos influenciados por tudo, não somos autores de nada, tudo é uma reciclagem do que vivemos e que se incrustou na nossa individualidade, tudo é uma mistura, tudo já existe e apenas passamos pra frente, apenas adequamos as outras existências.E de alguma forma, as coisas “novas” que aparecem são influências de todos, de tudo, é uma co-autoria. Ninguém chegaria a nada se não tivesse sido influenciado por alguma existência, seja por uma pedra, seja por um “ ídolo”. No fim, a verdadeira existência, a criação, é o que sempre existiu, as forças que fazem as coisas acontecerem, como as forças que fizeram os átomos a se juntarem, como a “energia” que fez ser o resultado dessa junção, como a gravidade que nos segura em um planeta, como a luz ser luz. Em fim, chegamos de novo na existência perfeita, no motivo de tudo ser como é, o que chamamos de Deus. Chamamos assim porque é o que nos resta. Porque nunca vamos saber definir isso, nunca vai existir uma verdade absoluta,sempre respondida uma pergunta, vem outra pergunta referente a essa resposta, então nomeamos a última resposta de Deus.
Então acreditar em deus é natural do ser humano. Acreditar que tem uma resposta a qual não sabemos definir. Acreditar que existem uma ordem no caos.
Tomando um passo adiante, saindo dessas visões conjecturais e digamos, tentando  entender a essência por trás da existência, e chegando ao que tomamos como vida rotineira.
Nascer, sobreviver, morrer.
Para cada etapa da existência, o homem como ser pensante, atribuiu novos significados e maneiras de fazer isso. Antes de começar, queria relevar um pouco esse homem como ser pensante. Primeiro, que tudo não passa de matéria bruta. Tudo ocorre por meios químicos, e fenômenos físicos. Ou seja, o pensamento humano é provocado por reações químicas, qualquer manifestação do seu corpo se trata disso. Inteligência, amor, fome, raiva, dor, inveja, luxúria... tudo são reações químicas no nosso corpo, e atribuímos conceitos e significados pra cada sensação.Nomeamos porque o homem, ao decorrer de seu desenvolvimento, precisou aprimorar seu modo de comunicação, de compartilhar idéias, pensamentos e conceitos, produzindo sua linguagem. Prosseguindo, o pensamento humano é resultado de reações químicas e impulsos elétricos gerados a partir de um órgão pólo desses acontecimentos: O cérebro. Ou seja, como se desenvolveu essa consciência de eu, de conceituar tudo dentro e fora de nós? Pensamentos são abstratos, são reações químicas que geram essa sensação dentro de nossa cabeça, essa fala que não se torna som, essa consciência de “entender” as coisas, esse modo de associar atos e conseqüências, de assimilar as coisas no mundo. Apenas com matéria, apenas com a matéria que faz parte de todo o mundo, mas o modo que esses átomos se associaram, deram uma nova característica aos nossos processos químicos, a consciência, o pensar. O pensar seria uma espécie de instinto modificado? Um Instinto “controlável”?
Enfim, pensamos, e essa provavelmente é a chave para nossa existência (“Penso, logo existo”- René Descartes), porque a partir disso, o homem se organizou do jeito que se organizou, vive da maneira que vive, o “dom” de pensar permitiu que pudéssemos seguir assim, como a atual sociedade se comporta agora.Os animais tido como não racionais, se organizam e vivem da maneira que podem, da maneira que seus instintos ou seu modo de pensar os permitem.Suas necessidades e anseios se diferenciam de acordo com o modo que tomam pela concepção de existir, assim como o homem.
Logo o ser humano se organizou como a todo ser tido como vivo: egoísta. Egoísta parece algo ruim, e não é. E natural, é impossível de se separar disso, e é fundamental para que sejamos quem somos. Egoísmo no sentido que o homem primordialmente se importa só consigo mesmo, as preocupações são relacionadas ao seu eu. Qualquer espécie de compaixão com outros,  empatia, ou o que seja que não esteja envolvido diretamente com o eu, na verdade está afetando indiretamente o eu, já que esses sentimentos e consciência por outras existências, são mera necessidade da minha existência, ou seja, tudo que parece que não é para mim, como ajudar o próximo, é na verdade uma recompensa para mim mesmo. Faço coisas para os outros porque, porque isso é necessário, útil para mim. Mas isso é fundamental. As associações e simpatia com outros seres viventes dependem disso, desse egoísmo. Cada um é egoísta, mas para fazer o bem para si mesmo, volta e meia temos que fazer o bem para os outros, para nos sentirmos bem. É uma troca inconsciente. Necessitamos de outros para nos sentirmos bem, e vice-versa.
Outro ponto desse egoísmo é que o ser humano deseja sempre ser o melhor para si mesmo. Ele estabelece um “padrão” e deseja ser assim, seja para se adequar ao meio que vive, seja porque assim é como ele vai suportar sobreviver. Assumimos um “personagem”, esse personagem se adéqua ao que não sabemos “explicar”, ao nosso inconsciente, como nossos gostos. Gostamos de uma coisa e é isso, talvez haja uma explicação para porque gostamos, mas a cada resposta, chega uma hora que não há outra resposta, e ai é simplesmente porque gostamos. E nos adequamos a isso. Vamos procurar pessoas similares ao nosso “personagem”, ou então que complete ou então que venha a acrescentar,  adaptar, mas sempre de acordo com nossos gostos. Por mais que não gostemos de certos pontos das pessoas que nos associamos, sua “essência” seu “núcleo” de idéias e de gostos, vão ser sempre de nossa simpatia. Simpatizamos e apreciamos determinadas ações e pensamentos, ideologias e gostos, por mais que não façam parte do nosso repertório, e admiramos, porque possivelmente não tínhamos desenvolvido esse gosto, permanecia  adormecido no “Inconsciente” e quando nos foi apresentado, vamos tentando nos adequar a ele, de forma que posteriormente se desenvolva e  torne-se parte de nós.
Tudo o resto vai partir desse egoísmo, dessa essência. Não sei se o homem pode moldar essa essência, se ele nasce com predisposições, ou algo assim. A meu ver, somos capazes a nos adequar ao que for, nascemos com predisposições e até de certa forma “dons”, mas isso não impede de mudarmos, pois nessa existência, apesar de sermos quase sempre encaminhados e predestinados por essa alma inconsciente, contamos com nosso lado controlável, com nossa consciência. Acho que temos um núcleo, e dele temos coisas que são mais fáceis de serem feitas, moldadas, gostos e pensamentos que se despertam com mais facilidade, mas depende também das influências externas. Por exemplo, somos condicionados a pensar, mas seria possível associar tantos pensamentos se não conhecêssemos uma linguagem? O meio nos proporcionou isso, nos ensinou a linguagem, e com ela nos condicionamos a pensar de forma mais concisa e palpável, figurativa. Então, o ser humano pode ser mais aversivo a certas idéias e gostos, mas ele mesmo pode se condicionar a isso, por mais que nossa essência não esteja tão preparada para isso. Meio como se essa essência fosse uma massinha, e algumas formas já estivessem salientadas, esperando serem estimuladas para tomarem uma forma mais concisa. Uma dessas salientações poderia ser o gosto para desenhar, assim com a prática desse gosto, ele vai aumentando e desenvolvendo. Mas não é porque não temos essa salientação nessa massinha, que não podemos nós mesmo começarmos a moldá-la. Trata-se de vontade, trata-se de consciência.
O ser humano pode ser comparado à um computador (nós nos baseamos em nosso raciocínio para desenvolvê-lo). Possivelmente um dia o homem seja capaz de criar vida sintética, quando tiver domínio sobre cada parte que compõe um ser humano e entender o que cada parte influencia em seu caráter e personalidade.  Mas não era isso que eu queria dizer. Queria dizer que se comparar a um computador, onde existe um sistema operacional, uma linguagem para que todas as atividades sejam possíveis de serem executadas. Por mais que esse sistema operacional nos de uma gama imensa de possibilidade de ações, ainda sim somos restringidos a ele. Imagine então, que o homem pudesse assumir o papel de um programador, e conseguisse alterar esse sistema operacional e desse novos horizontes às ações que podem ser realizadas nele. O sistema operacional seria a “mente”, a “alma”, com predefinições estabelecidas e que dispõe de um potencial a ser explorado e se fossemos capazes de conscientemente controlar esse potencial poderíamos fazer praticamente tudo. Pois o cérebro é nossa central de percepção da realidade e nos faz existir , já que através dele pensamos, o cérebro é o que permite o mundo e a realidade existir para nós. Ele tem funções pré-concebidas e com elas temos nossas percepções, caso conseguíssemos conscientizar e manter controle dele, poderíamos projetar a realidade que bem entendêssemos. Ainda sim, talvez, para os outros seres que nos percebessem, poderiam achar que estivéssemos loucos, ou algo similar, já que toda a nova realidade estaria sendo projetada por nosso cérebro e possivelmente o tecido da realidade que se manifesta para os outros seres não seria afetada.  Mas se a felicidade e bem estar pleno fosse alcançado, seria tão ruim assim?Afinal para nós seria real, já que as percepções só são possíveis por causa do nosso sistema central nervoso, e ele estaria sob nosso controle, abrindo uma realidade nova. Mas se levar em conta que nossa mente releva toda a realidade, e que todas as mentes fazem parte da construção da nossa realidade, em uma co-autoria, talvez pudéssemos alcançar uma plenitude e nos manter na realidade mútua, sem nos esvair e criar uma realidade individual, e deixar que essa realidade seja manifestada apenas na minha mente, tornando-me um louco a outros olhos, e se manifestar na realidade regente em todas as existências.

Voltando então , para que possa demonstrar meu ponto de vista sobre a realidade que a humanidade desenvolveu, a vida que tanto conhecemos, rotineira, de organização social, interações sociais, econômicas, e etc. O Nascer,sobreviver e morrer e suas maneiras nesses pontos que a sociedade se adequou.
Hoje eu tenho 19 anos. Hoje é dia 16 de julho de 2011. Estou estabelecendo normas ao registro que o homem desenvolveu para se situar no tempo. Dentre esse e outros o homem foi se organizando. Com esse tempo de vida, ainda não pude ter uma concepção da sociedade e nosso modo de viver, tão pleno. Ainda encontra-se imaturo, talvez tenda a ser imaturo a vida inteira, mas passarei por mais experiências e estarei mais entendido dessa vida.
O homem criou leis para que a sociedade pudesse se “controlar” estar em consenso. Porque o certo ou errado não existe, mas tivemos que botar uma ordem, analisando as coisas e sensações que provocavam na maioria das vezes bem estar e as que provocam mal estar. Ou seja, tivemos que apontar mediante a uma vivência e de acordo com a natureza humana o que se pode ou não fazer para que pudéssemos viver em harmonia sem prejudicar o outro, transpassar os gostos dos outros. Claro que isso não dá certo. Mas nem por isso é de todo mal, não é uma corrente na liberdade individual, como muito apontam. É algo necessário, a organização intelectual do homem segue uma linearidade, assimilações e ordem, a sua construção de interação social não poderia ser diferente.
Tendo nossa sociedade para análise, acho que o homem ainda se desenvolve sem um ritmo certo. Outra característica do ser humano é a ambição, a insatisfação. Ou seja, sempre anseia por mais, sempre procura alcançar novas metas, novas sensações, ele não se contenta, quando alcança algo, busca logo outro para alcançar. O ser humano é inquieto. E é isso que vem levado o ser humano. Então estamos sempre nos aprimorando, em busca de inovações, em busca de melhoramentos, sempre visando o ego, o eu. Buscam o conforto, buscam a diversão, buscam o que for, e aprimoram, aprimoram e aprimoram. E é isso que tem sido nossa realidade. Sempre tentando se desenvolver, e o que fica mais notável, são as tecnologias. Elas meramente são ferramentas para aprimorar e melhorar a forma de conseguir os princípios básicos da existência e dos prazeres. Pra isso, temos que trabalhar. Pra isso precisamos de uma economia. Pra isso precisamos de casa, família. Pra atender os princípios básicos, que são os sete sentidos, e comer, beber, reproduzir, prazer, dormir, etc.
O que fermenta o ser humano é esse anseio por satisfação. Uma satisfação jamais alcançada.
Talvez seja uma das lógicas existenciais, seja se  aperfeiçoar tanto e tanto que um dia chegue no ápice da existência, chegue nas respostas, chegue no desenvolvimento pleno, e ai, ai caba, nos tornamos Deus. Nos tornamos a resposta  que almejamos e nunca soubemos explicar, nos tornaremos a última resposta de todas as perguntas, a existência perfeita, e ai talvez não desejemos mais nada. Acaba-se o egocentrismo, acabasse a  ganância. E então, acabaria. E talvez tenhamos a necessidade de criar. Criar seres que nem éramos antes, e compartilharemos das mesmas coisas, agora nós seremos o inconsciente, a alma, as leis da natureza que regem para que o indivíduo imperfeito seja capas de assumir seu “personagem” e seguir seu caminho pela resposta, pelo motivo existencial.
A vida parece muito mais simples do que tudo isso quando olhamos para nosso corpo, e pensamos nas nossas limitações físicas. Mas nossa mente tende ao infinito, e com ela, já pensamos tanto, desenvolvemos tanto, que as possibilidades de se seguirem são praticamente ilimitadas. Eu mesmo sempre gostei de misticismos e mistérios. Como pensar em magia, super-poderes, espíritos, alienígenas, tempo-espaço, essas alegorias fantásticas, porque achamos interessante sair do padrão do que conhecemos, algo diferente. É algo fora da nossas concepções e por isso nos interessamos, porque é inexplicável nos conceitos que temos, ou inviáveis, ou desconhecidos.
Pra “defender” o meu lado, acho que gosto tanto da idéia de arte, porque ela não é definida. Não é um conceito literal, como outras ciências, ou crenças. Ela simplesmente é a manifestação do seu eu. Ela quer  expressar quem você é, atribuir significados, figurações, alegorias, para seu íntimo e percepção do seu espaço entorno. Por isso acho que me interesso tanto por ela. El não tem cânones, não tem um conceito só. A arte tem gostos, e sensações. Eu não me sentiria bem em nenhum outro campo, não me sentiria a vontade, não teria um interesse. Não sou capaz de trabalhar algo apenas por desenvolver essa ciência ou por dinheiro. Não me veria como médico, não tenho gosto por isso, mesmo apreciando os conhecimentos de como trabalha nosso corpo e que poderia ajudar pessoas com os problemas que se apresentassem nesses funcionamentos. Não tenho gosto de estar “limitado”, fadado à esse campo, a ter essa profissão que não é abrangente de certo ponto de vista. Mas tem pessoas que gostam e que tomam isso como parte de sua existência. E é isso que faz o mundo andar. Cada um tem uma concepção e aceitação da vida e de sua existência. Por isso acho que estamos interligados e somos uma coisa só, pois somos únicos e se juntássemos todos, estaríamos completos. Me pergunto se um dia já existiu ou virá a existir alguém idêntico a mim, mas sem minhas memórias, claro, alguém igual a mim, mas que eu não mantivesse uma consciência sobre ele.  Ou se de fato existe essa teias de dimensões paralelas, e todas essas complexidades que envolvem tempo-espaço.
São coisas que eu imagino que são possíveis, mas que tomam uma imensidão de complexidade ainda maior. Já TENTAR entender essa realidade é impossível no estado que me encontro agora, imagine tentar definir, infinitas dimensões!
A mente humana não é capaz de aceitar o infinito! Tente assimilar a idéia de que o Universo é infinito! Não é possível comportar essa idéia! Sinto como minha mente dilatasse quando tento compreender, imaginar.

O ser humano tem seus gostos.O ser humano aprende e se desenvolve de acordo com o que ele se identifica e tem por afinidades. O ser humano procura o que lhe agrada (egoísmo e ambição). Então por muito tempo, e até intimamente é claro, eu “Julguei” as pessoas e atitudes. Eu classificava por afinidades, o que eu achava “certo” ou “errado”. Pensar “que escroto” “que idiota” “Que ódio” “que legal” “adoro isso” “te amo”. É fundamental pro ser, pra ele se situar e determinar quem é. 
Eu sempre prezei pelo respeito, claro uma forma de querer o bem pra mim, eu me sentiria bem fazendo isso, o egoísmo natural. Mas eu sempre quis que as pessoas fizessem as coisas por sua vontade, pra refletirem e ver o que é de fato bom para elas e seu entorno. Prezei por deixar que fizessem aquilo que gostam. Sempre achei que as pessoas tem um lado “bom”, um lado humano mais consciente e que qualquer um pode pensar e refletir sobre seus atos e ações. Eu talvez aparente ser um pouco passivo por essa atitude de respeitar e tentar compreender as outras pessoas. De que elas exprimam o que sentem e façam coisas espontaneamente. Que se importem comigo ou com os outros não por dever, ou porque eu pedi, ou porque eu quero fazer alguma coisa, e sim pelo desejo, por uma manifestação própria, queria que elas compartilhassem de meus interesses porque pensaram a respeito,compreendessem e conseqüentemente fizessem por espontaneidade.   Acho que todo mundo sabe que deve respeitar o próximo independente de uma religião dizer isso ou não. Acho que isso é fundamental, entender que outras pessoas são outras existências como você mesmo e que elas compartilham das mesmas sensações que sentimos, que tem uma percepção muito similar a nossa. É fundamental respeitar e entender que os outros são idênticos em essência, estão existindo, e por isso, deveríamos respeitá-los, assim como queremos nossa liberdade de percepção, gostos, crenças e seja lá o que for.  E que temos que ter posturas, tomar atitudes, claro, mas quando a situação já não consegue  ser resolvida por entendimento. Pensar um pouco mais em agradar e respeitar os outros, sem abrir mão da sua individualidade, sem perder em foco nosso egoísmo(o que é impossível).Mas se cada um compreendesse e seguisse um pouco disso, pelo menos tentasse, e refletisse, acho que as coisas seriam menos conflitantes. Porque apesar de nossas similaridades, sempre haverá diferenças, porque escolhemos certos gostos, escolhemos certos caminhos e com isso, outros são deixados de lado, e não iremos compartilhar de tudo. Teremos desavenças. E por isso respeito é importante.
Mas as pessoas, matam, roubam, estupram, enganam, torturam. Elas deixam seu egoísmo de uma forma fora do natural, eles assumem isso de forma inconseqüente, juntam ambição com egoísmo de forma excessiva e subtraindo o egoísmo e ambição alheio. Nós nos desenvolvemos nesse tipo de organização social, e de certa forma, é o que atende as nossas necessidades no momento. Claro, está deturpada nossa organização. De todas as partes. E as pessoas não querem mais assumir seus atos, não ligam mais para o que é feito, seu egoísmo e ambição tomaram conta das virtudes provenientes dessa essência. Elas compartilham do ódio. Uma empatia por egoísmo. As pessoas são influenciadas de forma inconsciente. Um jogo de poder e justificações. Roubamos porque  achamos que não faz falta pro outro, porque o outro, não se importa com nosso bem estar, porque ele é merecedor disso. Matamos, porque temos ódio, por poder, por dinheiro, por drogas, por nada! E na nossa mente egoísta, está tudo justificado, é o egoísmo, a essência da existência, deturpada, corrompida, pelo consciente. 
 E a ambição que é uma derivação do egoísmo também está deturpada. Queremos só para nós. Queremos ter vantagem, ter benefícios, custe o que for, moralidade não existe mais. Afinal moralidade também é outro jeito hipócrita de ver as coisas. Mas é necessário ter moral. O Caos não é benéfico pra ninguém. Nossa mente é organizada, nós seguimos uma ordem.
E tudo isso ocorre nessa sistema, nessa existência única, um câncer, que vai se espalhando.

O ser humano compartilha de sensações. Que são produzidas no nosso corpo por reações químicas e impulsos elétricos. Já são fundamentos da nossa existência. Então, o ser humano quer sentir amor, porque é recompensado quimicamente, mentalmente.O ser humano quer ódio, porque isso instiga suas sensações, ele não quer seu egoísmo privado, vetado, ele não aceita, e quer afrontar quem o faça, e nasce o ódio, e por mais que seja ruim, essa sensação quer ser manifestada. Nos viciamos de certa forma, tendemos a querer experimentar novamente aquela sensação, queremos sentir! O ser humano é receptível a essas sensações o ser humano é sinestésico. Por isso ele ama, ele odeia, ele sente pena, tristeza, alegria, medo. Tudo é provocado pelo nosso corpo, pela nossa mente. Nos temos essas sensações pra existir, pra evoluir, pra conviver, pra ser estimulado, recompensado. Precisamos isso pra interagirmos com o mundo a nossa volta, pra compartilharmos com as outras existências que também sentem isso. E por mais que sejam recursos biológicos, que sejam reações químicas, o homem atribui conceitos e significados para elas. E acho que isso é essencial no ser humano. Não apenas aceitar as coisas como são, e sim dar valor, dar significado.  O homem precisa poetizar as coisas, necessita de querer atribuir um conceito para que essa concepção seja tolerável e entendida. E nossa sociedade e evolução foi feita disso até agora, de atribuirmos significados a cada momento, pra cada coisa que julgamos relevante.
E uma sensação promovida por uma reação química, que ajuda a lidarmos com nosso egoísmo e ambição, com nossa evolução, se torna amor, se torna amizade, se torna algo mais forte e representativo para nossa consciência.
E quero aproveitar essa deixa, registrar pra mim mesmo no futuro, ou pra conhecidos e amigos que de certa forma eu fui significante na vida, que eu tive ótimos amigos. Tive uma ótima família.
E que cada um me acrescentou algo, cada um foi fundamenta pra meu repertório, para a formação do meu eu. Até mesmo alguém que eu só tenha visto uma vez. Toda as pessoas que eu já conversei, troquei algum olhar, ou apenas esteve no mesmo espaço que eu e tivemos alguma interação, essa pessoa foi fundamental pra minha formação. (não quero culpar ninguém, ou ofender, caso não goste de como eu sou e eu estou dizendo que você teve influência em, mim e mesmo assim tenho uma personalidade que não te agrada e você não quer ter essa responsabilidade. Hehe.)
 E nem posso agradecer todos,minha memória me limitaria. Mas quero tentar algumas, e não tem um ordem de relevância ou algo assim:
Primeiramente minha família, que foi o meio que eu nasci e as primeiras pessoas a me darem noções da concepção de entendimento do mundo entorno e de minha própria consciência. Minha mãe Carmen, meu pai Paulo e minha irmã Cinthia. Meus avós e tios e primos, tanto de parte de pai como de mãe.
E meus amigos(mas os membros da minha família não deixam de serem amigos), Ricardo, Bruno, Jonatha, Enjiu, Marcondes, Rodrigo,Marco,Alan(s) Moyra, Mariana(s), Thomas, Rafaela, Nathália(s), Julia, Tamires, Vinícius, Felipe(s), Mauro, Lucas(s),Talyta,Carol(s),Paloma, Henrique(s),Gabriel(s),Thalita.... AH são muitos, vai ser desonesto, não vou conseguir colocar todos e vou acabar me esquecendo  de alguns agora. A questão é que cada um deles tinham particularidades e em cada um tinha um aspecto sobressalente que me despertava um interesse maior.Os  tão gentis, generosos, sempre dispostos. Os inteligentes, sempre prontos para discursos e acrescentar algum conhecimento mais efetivo . Os engraçados, bem-humorados, alto-astrais. Os virtuosos e artísticos. Os criativos, imaginativos. Os mais articulados.  São tantas as características. Sâo tantos momentos. Situações. Conversas. Diversões.Uma gama enorme que nem posso me dar conta de lista-las. Quero agradecer, todas as pessoas que conheci. Quero dizer que me envolvi com vocês porque na minha percepção, eu me sentia bem, eu admirava suas características e particularidades. Eu ambicionei querer ter a companhia de vocês, eu fui egoísta em querer me sentir bem na presença de vocês e no que me acrescentam, no que me despertam. Quero pedir desculpas se em certos momentos fui inconveniente, chato, cabeça dura, impaciente, intolerante, mesquinho, ou qualquer outra postura que não tenha agradado.  E respeito muito vocês, e espero que minha presença também sempre acrescente, também cause boas sensações.
Em meio esses tributos, em uma espécie de testamento (afinal, nunca se sabe quando se vai deixar o mundo, e eu queria deixar expressa minha impressão sobre o que eu vivi), queria dizer em especial,  a sensação que eu manifestei até agora por uma única pessoa, o amor. Mas não o amor entre amigos e entre família . O amor que o cérebro reproduz pra garantir a perpetuação da espécie. O amor que poetizamos, de que homens e mulheres dedicam sua expressão para manifestá-lo. Deve dizer que da um pouco de vergonha e timidez, mas não posso deixar passar, já que estou registrando meu parecer da vida, essa sensação. Espero que não se sinta exposta ou algo assim, quando ler, mas, até o momento da minha vida, só me apaixonei por essa garota, a única garota que namorei até hoje. E que o “destino” ou o que for, as conseqüências que se seguiram, nos separaram. Nos vermos de novo é incerto, impreciso, e então optamos por nos separar. Mas eu ainda sinto o que sentia por ela. É uma sensação sufocante, um amor que não pode ser cultivado. Quero dizer aqui, que sempre te admirei, e espero que não seja uma ofensa, mas vi em você muitas coisas que via em mim. Eu já te disse o que sentia quando estava com você, e então já está registrado a quem importa. Obrigado por tudo, e me perdoe por qualquer coisa que não te tenha deixado bem.

Ah acho que devo registrar, eu não gosto de verduras, legumes ou frutas. Não gostava, meramente paladar, assim como bebidas alcoólicas. Era gosto, e até agora estou vivendo assim, sem degustar desses alimentos ou desse tipo de bebida. Até agora me sinto saudável. Talvez mais pra frente sinta as conseqüências como muitas pessoas tendem a me dizer.
Ah, também pratiquei anos da minha vida natação! Um esporte que eu gosto muito. Gostava de nadar, da sensação de “voar” dentro da água.E era legal treinar, competir por algo, por mais que pareça, superficial, esse espírito competitivo, mas quando se toma isso como parte a sua vida, é algo muito legal. Além de que conheci muitas pessoas legais nesse meio. E lugares também. Me proporcionou situações e emoções que só poderia ter encontrado praticando esse esporte na minha cidade.
Ainda há milhares de coisas pipocando em minha mente, assuntos, situações ações. Mas é muito difícil organizar tudo isso, é muito difícil passar o que se passar na minha mente, passar minhas concepções e convicções, passar minhas dúvidas, anseios, alegrias, e tantas outras sensações e opiniões sobre tudo aquilo que já vi, ouvi, e tomei certo conhecimento.
Nem mesmo falei sobre corrupção. Ou sobre o que acho do mundo capitalista. Ou sobre leis. Ou sobre drogas. Ou sobre religião. Ou sobre filmes,séries, desenhos. Ou sobre comidas.
Mas acredito que através da minha concepção básica de existência, seja possível aproveitar algo, e a partir dela, tentar prever o que eu poderia achar sobre outros assuntos. Devo admitir que estou um pouco cansado disso tudo, mas que posso voltar a editar essa concepção, registrando a data devida, e continuar sobre outros pareceres meus da existência.

Por hora é isso.




quarta-feira, 13 de julho de 2011

FATO 67: Teste 3 (teste final)

O último dessa bateria de testes com edições de video.
Na minha opinião o mais "legal" em termos de desenvoltura verbal.
Está um pouco mais dinâmico também, e ai está:

FATO 66:Teste 2

Provavelmente o "mais viajado", o mais chato, e mais comprido.
Mas ai está:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FATO 65: Teste 1

Bem eu já tive uma experiência frustrada com vídeo, mas nem por isso devo parar.
Ainda estou tentando e experimentando, explorando mais edição, e cortes de vídeo.
Pra quem for tolerante com tosquices ai vai:

quinta-feira, 23 de junho de 2011

FATO 61: Chuva (IV)



A última gota de chuva cai sobre mim e desliza rasgando minha pele.
Depois de toda chuva, que se nota o estrago.

Já não sou criança, já não sou adolescente, já não sou adulto. Todo dia novo eu sou um velho, e minha vida inteira é passado. A cada dia novo, eu sou um bebê, que nasce junto com o sol, que morre com a lua, amarela,branca ou vermelha.

Alguns dias chovem, alguns dias não chovem. Mas em todos eles, quero me sentir molhado, quero me sentir vivo, sentir todo o ciclo do mundo passando por mim também.

E tudo a minha volta não passa de reflexos de mim mesmo nas poças d’água formadas pela chuva. Em alguns reflexos, caibo inteiro, em outros, mutilado, em outros, nem vejo que sou eu mesmo. E ando desviando das poças, mas sempre acabo pisando em um reflexo.

Os reflexos se manifestam de formas diferentes, mas seu conteúdo só depende de mim, que sou o objeto real para que existam. Sem mim, não há reflexos, não há poças, não há chuva.
Há águas que permanecerão vazias, sem eu para refletir, e eu nem ao menos vou saber que existiram, mesmo estando ao meu redor. 

Poças nascem a cada chuva. Eu nasço a cada dia. E nem todo dia tem chuva. E todos os reflexos se resguardam em mim. E eu chovo. Mas o que rasga, não é minha pele. Me rasgo por dentro.De dentro pra fora. E algumas gotas caem, sem efeitos suficientes para me refletir inteiro, mas que ainda me refletem.
Eu sinto não só a chuva de hoje, mas todas que já passaram. E o Velho, sente o que o bebê nem sabia o que era. Cada gota não é efêmera , cada gota me marca, cada gota escorre até formar  uma, duas, infinitas poças. Poças que se tornam chuva de novo, se tornam gotas de novo, se tornam eu.

E eu... Eu chovo.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

FATO 58: Trainwreck

Descobri há algum tempo a Banda Trainwreck por causa do KG do Tenacious D. A banda tem como um dos integrantes o próprio Kyle Gass, e eles "recentemente"(2010) lançaram um albúm( The Wreckoning), e queria compartilhar algumas das músicas deles já que gostei bastante do estilo musical da banda, algo como o Southern Rock.

TV Theme

You know we’re doin’ the best we can, workin’ hard to defeat that man a’ keep’a rollin’ on down those tracks. Cuz all we’re lookin’ for’s just the facts.
Cuz it’s a Trainwreck, oh yeah. Wrong way down a one way track to the trainwreck, oh yeah...
I wanna get with you girl, I wanna get with you.
You know it’s hard just to be a man with no direction and no known plan. Hey, careful Jim that becomes quicksand, when your secrets cannot withstand...
finding a Trainwreck, oh yeah, wrong way down a one way track to the trainwreck, oh yeah...
I wanna get with you girl, I wanna get with you.

5 guys all with hearts of gold. Some are young and a few are old. Adventure starts when you hit the road. Without the aces you’ve got to fold...
...Ok, this isn’t lookin’ good at this point, Shreddy, to the box, Dallas, you got a screw driver? BJ, I need some electrical tape, Klip, just start running, Ok I got it, no I got it, no I got it.
Oh shit no... 5... 4... 3... Shiiiittttttt.
Cuz it’s a Trainwreck, oh yeah. Wrong way down a one way track to the trainwreck, oh yeah.
I wanna get with you girl, I wanna get with you.
I wanna get with you girl, I wanna get with you.
Wanna get with you girl, I wanna get with you.
I wanna hump on you girl, I wanna hump on you.

I wanna get in your world, I wanna roll on you.
I’m gonna pump on ya girl, I wanna bump on you.
I wanna touch you down low, I’m gonna go to you.
I’m gonna rock on your world, I wanna rock on you.
I wanna roll, girl I wanna roll with you.
Let me tie up now and let me roll with you.
Lemme get you in a tie-down oh ho!
I wanna hump on you girl, I wanna hump on you.
Wanna get with you girl, I wanna get with you.
Come here girl, let me freakin’ get with you!
I wanna touch on your world I’m gonna
touch on you.
Big Darryl’s gonna do the do-do...

Runnin'


I’m runnin’ just as fast as I can. I’m runnin’ just to see who I am. Hey baby, are you psycho fan? ‘cuz if you are then I’ll keep runnin’ just as fast as I can, just as fast as I can, fast as I can, back to my life partner Dan.
I’m runnin’ I feel the walls closin’ in. I’m runnin’ like Lassie or Rin Tin Tin. Oh, Hey baby what is original sin? because to me it would be runnin’ instead of troliin’ for trim. Trollin for trim, trollin for trim. I’ll dip my wrinkle-stick in.
Don’t know why I’m runnin.’ Dont know why I’m scared. But in the coarse of my runnin.’ I’ve run more than I dared. So I hope I never stop joggin.’ No jiggy jangy joggin.’ I’d rather take a brisk walk or just find the tree that’s right for me. Just the right tree that is perfect for me.
Runnin’ Runnin’ Runnin’ Runnin oh I’m runnin’ yeah I’m runnin.’


Love

Don’t know where we’re goin.’ Don’t know where we’ve been. Figure that’s a cool combo, a team that just might win.
I keep searchin’ for you, love oh love, oh love, we need love. Come on baby give us your love.
uh huh.
Don’t know where we’re headin.’ Caught up in desperate winds. Tomorrow’s too far forward. Let’s think in present tense.

I keep searching for you, love oh love, oh love, we need love. Come on baby give us your love.
Remember the love oh love, we need love. Come on baby give us your love.
We all know this world’s in so much pain. Just climb aboard, we’re takin’ this love TRAIN!!

I keep searching for you, love oh love, oh love, we need love. Come on baby give us your love.
Remember the love oh love, we need love. Come on baby give us your love.
Come on remember the love...
Yeah!

Site da Banda:  http://www.trainwreckwithkg.com/





domingo, 29 de maio de 2011

FATO 57: Introdução

Nossa existência sempre foi um mistério.
Mas o fato é que existimos de alguma forma.

Temos consciência, pensamos, nossa concepção do
Mundo é única, cada um só sabe como se sente,
não podemos saber como é ser o outro.
Talvez por isso seja difícil entrar em um
Consenso. Às vezes é difícil conviver.
Mesmo assim o fazemos, precisamos disso para
Existir.

Nossa organização entre o seres mostra-se
Egoísta
Tudo o que fazemos é para o nosso próprio bem,
Ajudamos as pessoas porque isso nos faz bem,
não porque faz bem a quem ajudamos,
isso, é consequência.
Consequências e egoísmo move o mundo,
faz o mundo existir.
Se procuramos sempre o nosso próprio bem,
então demos um nome para o que buscamos,
Felicidade.
Mas então, qual o objetivo da existência?
O buscamos ao decorrer de nossas vidas,
Então, provavelmente, buscá-lo seja o próprio
objetivo,
Mas se eu estou teorizando que esse é o objetivo,
eu o encontrei? E então como irei buscar algo que já encontrei?
Mas é incerto, e essa incerteza
é a afirmação
para continuar seguindo.

Existimos para ser feliz?
Toda a complexidade dos sistemas que nos envolvem,
Todo o ciclo de energia, tudo que existe,
existe para que encontremos o objetivo, ou
a felicidade?
só para que o ser humano volte a pensar que é o centro
do universo, de que tudo existe perfeitamente para
que ele possa existir?

Acreditei sempre que as coisas tinham
Começo
Meio
e fim.
Talvez estivesse enganado.
Sobre tudo.
Talvez ainda esteja.
Talvez nada faça sentido, nós é quem o vemos
Aonde não há.
Existência se torna Inexistência.
Incerteza.
Mistério.
O mistério que talvez eu nunca vá descobrir,
Mas nem por isso, não posso tentar.
O mistério da minha existência
É tentar desvendá-lo. E pra cada um
a resposta se apresenta de formas diferentes
e nem por isso deixam de ser verdades

É indefinido,
é Incerto,
cada um define quando e como é e vai ser

Um Belo Dia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

FATO 52: Japão, o resgate especial está chegando!


(Os monstros gigantes ajudarão o Japão! Afinal só eles podem destruir as cidades nipônicas!)

A sétima maior ocorrencia de terremoto da história ocorreu no Japão, o maior tremor na história do país. Desejo o melhor para essa bela nação e que ela tenha forças pra se reconstruir e resgatar as pessoas que foram atingidas pela catástrofe.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

FATO 51: O Mundo.




Se engana aquele que diz que nada é perfeito
olhando em volta verá, o quão perfeito é nosso mundo

Perfeito em imperfeições.

Tudo parece tão perfeito para a vida,
a gravidade moderada que nos prende no chão,
Um período de luz, outro de trevas,
o ciclo das águas, a Chuva, águas que vem dos céus,
tão corriqueira, mas única.
a movimentação do ar, das marés, do Mundo.
Movimentado por cada existência,
cada amontuado de átomos perfeitamente montados
por coincidência ou não. Esse também formam
animais, que tem seus papéis definidos,
cumprindo sua função para a continuidade do ciclo,
o ciclo do Mundo.

E o Homem, não tem um papel a seguir instintivamente,
ele é livre,livre em seus pensamentos, ou essa liberdade que
define seu papel institivo?
Seus pensamentos que fluem de acordo com sua vontade,
ou por Emoções, únicas para cada homem
para cada momento
Sentimentos que não podem ser explicados,
apenas Sentidos,
sejam eles vistos,
ouvidos,
apalpados,
degustados,
olfatados
ou simplesmente e apenas sentidos.
Seria um equívoco pensar que não podemos criar,
apenas modificar?
Talvez o homem não possa criar emoções
Mas é capaz de provocá-las,
E mais ainda através de algo único em sua concepção:
A Arte.
Através de um desenho, uma pintura, encenação,escrita,música
ou fala
cada um feito de uma delas transmite uma sensação
diferente, sejam boas ou ruins, explicavéis ou inesplicáveis.

A única coisa que é igual para tudo,
é a diferença
Cada um é único, e essa é a importância dele
apenas ele pode fazer seu papel para

O Plano do Mundo.
Cada momento é traçado,
nossas escolhas geram consequências
cada mínimo ato é incluído
no grande plano.

Um plano que desconhecemos mas fazemos parte,
nele a única certeza da vida, é a morte.
Idéias antagônicas
aparecem sempre juntas
dependemos dessas diferenças para mover o Mundo.
E se morrer é nossa certeza,
entre esse meio tempo é nossa incerteza.
Fazer da vida o melhor possível,
para cada um,
uma expectativa de melhor é diferente.
E a diferença, nos liga novamente,
conectando o Mundo.

Mas entre tantas diferenças, temos tanto em comum
o mesmo mar,
o mesmo chão,
o mesmo Céu,
e um destino entrelaçado
Na noite, em um céu limpo, há pontos brilhantes
distribuídos de forma harmônica,
essa mesma harmonia encontra-se em todo o Universo,
e faz que com que tudo nele exista.

Tudo é tão perfeito para a vida,
Perfeito em Imperfeições

- Por Fábio Kanashiro.

FATO 50: O confidente (IV)



Texto para um só.
Esse texto não contém muita relevância de sentido, é mais um desabafo mental, uma forma de extravaso

E eu nunca mais tive um diálogo comigo mesmo. Eu penso e reflito bastante comigo mesmo, mas não mais um diálogo montado pra deixar mais definido meus pensamentos.
Eu finalmente passei na UNESP em artes visuais, o curso que sempre almejei, mas ainda passei na UFMG também, em cinema de animação e artes digitais, também parece um curso muito legal, que eu gostaria de cursar, mas optei pela UNESP mesmo.

E, bom fiquei muito contente,mesmo. Estou empolgado com a faculdade, mas existem certos fatores que me deixam um pouco, "desolado".
É tempo de mudanças, estou experimentando muitas experiências novas, e agora vou experimentar muito mais. Mas isso me deixa em uma confusão mental, isso afeta o meu eu, eu estou em constante mudança, mas essa fase parece fazer com que elas sejam abruptas.
Além do mais eu não sou mais o mesmo que releva quase tudo, que tinha uma aceitação muito boa. Certas coisas me incomodam, não consigo mais contorná-las. Além do mais algumas atitudes das pessoas, por mais que naturais, espontâneas, me abalam, talvez seja mesmo pela naturalidade. Certas coisas você não espera das pessoas, certas coisas você não entende, ou melhor, até pode “entender” mas não compreende, acha que não é do feitil, que não há necessidade da realização do ato. As pessoas agem como acham que devem agir, por auto-afirmação, por serem elas mesmas, mas alguns pontos, você sabe que não é muito legal de se fazer, mas ainda o faz, ou melhor, não que não deveria não fazer, mas que faz apenas por convenção, por um gosto que pode ser banido, mas é indiferente, pra VOCÊ.
Claro que você tem que ser você mesmo, mas as vezes as pessoas deveriam considerar um pouco mais os outros. Não que muitas vezes não o façam.
Minhas atitudes têm conseqüências, e por mais que eu pense nelas, certas vezes não consigo ponderá-las e as realizo.
As pessoas às vezes parecem indiferentes, eu mesmo acho, mas quando me toco, tento evitar.
Eu estou me importando demais com certas coisas que não deveriam ter tanto impacto na minha vida. E isso me corrompe por dentro de forma sorrateira.
Eu acho que ainda dependo muito da atitude dos outros. Eu mesmo não sou mais o mesmo, eu conscientemente me julgo o mesmo, mas ao lembrar, e refletir, meu modo de interação com os fatores externos e internos andam diferentes.
Eu não queria que o mundo fosse do meu jeito, queria que ele quisesse, em certos pontos, ser do meu jeito.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

FATO43: Corram para as montanhas.

Não sei colorir, mas vou tentando...


Obs: o olho esquerdo dela ficou estranho.
Obs2: não que seja o únco erro, mas na minha opinião o mais notável.

sábado, 1 de janeiro de 2011

FATO 42: Especial de Natal.

Olha só, quem diria, voltei a postar.
Estou atrasado. Vou postar o especial de Natal no Ano novo.
Aliáis, Feliz Natal atrasado e Feliz Ano Novo para todos!
Quanto a minha ausência, não tenho nenhuma boa desculpa para tal, apenas bloqueio criativo e preguiça rotineira. Então lá vai mais uma das histórias incoerentes produzidas pela minha mente: