domingo, 31 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
FATO 30: Tentativa de Assalto.
Nessa segunda-feira(18/10/10), sofri uma tentativa de assalto quando, em Santos, ia da Conselheiro Nébias ao Canal 1 para embarcar no ônibus que me levaria de volta a Itanhaém. O sujeito queria apenas meu relógio, mas eu neguei. Tá, não é muito inteligente, mas na hora, analisando a situação e o indivíduo, julguei que a recusa era viável. Felizmente hoje vos falo aqui, o que significa que não morri(provavelmente).
Momentos depois da tentativa, eu fiquei pensando que poderia ter conversado com o cara, sei lá, pra ver por que motivos ele estava nessa situação e tal. Talvez com um estranho se importando com ele, pudesse influenciar nos pensamentos dele.
Mas eu não o fiz, na hora a adrenalina está no corpo e você age de uma forma institiva, você não pode errar, só tem uma chance de fazer o negócio.
Fiz um quadrinho totalmente com bases reais... quer dizer, acho que vão notar o que não foi real hahaha.
Ai está:
Momentos depois da tentativa, eu fiquei pensando que poderia ter conversado com o cara, sei lá, pra ver por que motivos ele estava nessa situação e tal. Talvez com um estranho se importando com ele, pudesse influenciar nos pensamentos dele.
Mas eu não o fiz, na hora a adrenalina está no corpo e você age de uma forma institiva, você não pode errar, só tem uma chance de fazer o negócio.
Fiz um quadrinho totalmente com bases reais... quer dizer, acho que vão notar o que não foi real hahaha.
Ai está:
terça-feira, 19 de outubro de 2010
FATO 29: O confidente (III)

Já chega. Achei que fosse uma fase, mas esse sentimento que me angustia insiste em reaparecer.
Ele me corrompe, me deixa revoltado, amargurado e com um vazio dentro do meu ser.
É o meu próprio eu contra o eu. Aos poucos consigo tomar em conceitos esse sentimento que me aflige. E por palavras vou tentar defini-la.
Vejo minha ignorância, me sinto um fútil, não tenho complexidade no meu ser, não possuo um repertório cultural, ou conhecimentos que estejam incrustados em mim. O conhecimento não sou eu, eu apenas tenho posse sobre ele. Me sinto envergonhado por não ser capaz de tanto, assim como outros são. Poliglotas, gênios, vanguardistas, pensadores unanimes! E eu? Não sou nada.
Não consigo, quer dizer, tenho potencial, todos temos, e então porque eu não consigo despertar isso em mim, não sou capaz de me tornar o conhecimento. Porque me prendo tanto, me preocupo tanto? Eu mesmo sou as correntes que quero quebrar, mas se os fizer, vou desestabilizar minha segurança, a certeza de quem sou. Ou a ilusão de quem sou.
Sou tão pobre intelectualmente que nem consigo me expressar com palavras e frases sólidas, frases de efeito e clareza de forma que transponham exatamente o que sinto.
Incapaz até de tentar querer mudar, só depende mim, e eu desejo, mas minha atitude tanto mental como espiritual não consegue me levar à como desejo ser.
Queria ler, estudar, pesquisar e incorporar o conhecimento em mim, conhecer livros e autores, citações e feitos. Porque raios, quando eu pego um livro sinto como se fosse uma perda de tempo e que poderia estar fazendo algo mais ativo. Porque diabos então não consigo me disciplinar a conseguir me interessar pelo conhecimento. Ou melhor, de certa forma me interesso, mas não sou capaz de assimilá-lo.
Eu sou o único que possui as respostas, o único que pode incorporá-las.
Eu dependo demais dos outros, não consigo ser um autodidata, sempre procuro alguém para me guiar, para ter a impressão de que estou no caminho certo. Eu tenho medo de fazer um caminho errado, e ter a impressão de que só perdi tempo.
Tempo, eis uma coisa que me perturba ultimamente. Antes mal me preocupava com esse conceito, mas agora, me sinto como uma formiga em uma ampulheta.
Me sinto um estranho no ninho. Por vezes me sinto incompatível em grupos sociais. Meu comportamento, meus pensamentos me angustiando, não consigo viver o momento. O pior, é que só eu posso me tirar dessa situação. E eu ainda espero que isso passe sozinho, que é só uma fase, que por puro fluxo da vida isso vai passar.
Mas não vai. Até eu me encontrar até eu definir o que sou, eu não vou me inquietar. E não sei quanto isso vai demorar. Queria eu ficar louco e não ter mais preocupações.
Queria eu, voltar a ser iludido por mim mesmo e pelo mundo.Ou talvez não...
Estou em uma fase de transição. Não sou mais aquele que acredita em tudo, que pensa que tudo esta bem, que aceita os acontecimentos e convivência. Mas também não sou aquele que tem uma posição, um conhecimento capaz de superar essa fase, um intelecto que não tem mais preocupações por conhecer as coisas.
É como entrar em uma realidade e não poder voltar mais. Depois que você adquire um senso crítico, um pensamento além do esperado, você não pode voltar mais ao sossego. Você tem que se adaptar a isso, ou vai ficar sempre com essa angústia no peito.
Eu quero que meus amigos me entendam e gostem de mim, mas não estou mais sendo capaz disso, estou paranóico comigo mesmo, eles são os mesmos, mas será que ainda me enxergam com a mesma mentalidade de antes? Minha imagem mudou, ou eu ao menos estou achando isso e faz com que eu me torne recluso, e talvez por isso, ai sim as pessoas me vejam de outra forma, ai sim me tornando um recluso.
Ao menos escrevendo, de certa forma, uma ilusão de desabafo acontece. Ao menos deixo mais explicito o que me amargura. Uma forma de alívio.
Ainda sim, eu permaneço o mesmo.
O ignorante.
O hipócrita.
O egoísta.
Além de outros adjetivos que se enquadrariam na minha personalidade, mas essas são as que me fazem mais sofrer nesse momento, e as que mais se evidenciam.
Eu me considerava inteligente, considerava que minha mentalidade tinha capacidade de ter um senso crítico e uma linha de pensamento coerente, mas vendo um pouquinho mais do mundo, eu vejo que sou mais um ignorante. E sou o pior de todos, porque fui capaz de enxergar isso e admitir, e ter vontade de mudar, mas ainda sim não sou capaz de sair dessa mediocridade. Esse é o pior dos ignorantes, a verdadeira definição de ignorante.
Com qual disposição eu ainda consigo ser eu mesmo? Essa corrente chamada eu, é mais difícil de ser rompida do que pensei. Eu espero sinceramente que ninguém passe essa angústia aparentemente sem motivos.
Além do mais quero agradecer. Agradecer a todos que eu convivo e já convivi. Agradecer os elementos que compuseram a minha vida. Agradecer ao mundo por ser assim. Agradecer cada “lei” que rege a natureza dessa realidade. Sim. Isso talvez me faça sentir melhor, mostrar como apesar de tudo, ainda sim consigo ser um real apreciador desse mundo e de cada ser vivento ou não que nele habita ou se encontra.
Cada um foi importante na minha formação, na minha personalidade. Por mais efêmera que foi nossa interação, uma parte de você ficou em mim.
Agora eu consigo “entender” porque acreditamos em um deus. Acreditar que mesmo com tudo, tem alguma força, energia que está sempre ativa e nos acompanhando. Sendo o mentor dos caminhos e do destino.
Infelizmente eu não tenho mais esse apoio. Ou melhor, não acredito em mais nada que o homem uma vez disse sobre esse deus.
O deus que eu acredito sou eu. Ou melhor, ele é tudo, uma espécie de energia infinita. Eu não sei.
Realmente não sei o que pensar e talvez seja assim mesmo. Deus não deve ser pensado ou discutido. O importante, se é que você acredita, é que ele está contido e indo mais além, talvez de fato “ele” seja onisciente e sendo a “criatura” mais sensata de tudo, afinal se nós mesmo temos essa impressão de racionalidade, porque a existência suprema não seria?
Eu só cai pra esse papo pra mostrar como sou dependente, quero que alguma outra coisa, além de mim, assegure minha existência, a minha estabilidade. E agradecendo, deve de alguma forma ativar uma parte do meu cérebro que me tira uma culpa de estar desse jeito, automaticamente me sentindo mais confortável.
Em especial quero agradecer quem leu o texto inteiro e de certa forma se identificou, ou ao menos, me entendeu, ou simplesmente pode tirar algum proveito dessa leitura, afinal é para isso que existe essa arte de ler.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
FATO 27: Symphathy for the Devil -O ínicio
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
FATO 26: Gatos são amigos SIM!

Cara, gatos são muito legais!
Como podem odiar esse animal maravilhoso de deus!??
Os gatos dormem o dia inteiro, mesmo assim seus corpos são flexíveis e ágeis.
São caçadores legítimos e ao mesmo tempo tão dóceis.
Cara, quem mais ronrona quando está gostando e algo? Sinceridade pura, não tem como esconder se está ou não gostando.
Gatos tem seu próprio círculo de amigos interespecífico, quantas vezes de manhã em alguma rua, você não viu um grupinho e gatos na calçada perto de um portão? Brincando, alguns se esfregando no chão, outros sentados observando.
Os gatos são livres, ficam na sua casa, mas tem liberdade de dar um passeio sozinhos por aí. Gatos parecem entender quando se está triste ou feliz,cansado ou animado.
Além do mais fazer carinho em um gato é tão agradável pra você quanto para ele.
Bom, gatos são animais fantásticos para mim. Talvez para alguns não, mas devem reconhecer as qualidades que esse felino possui.
O desenho foi feito por mim, e a pintura pela Thalita.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
FATO 25: Pergunte ao Autor.
Ok, ta valendo mesmo, se existe alguém que queira fazer alguma pergunta ou sugerir um tema para um post, é só fazer um comentário nesse post(ou em outro, caso você seja nonsense). Aí, se eu tiver criatividade e julgar pertinente sua temática, eu faço um post aqui nesse mesmo canal, digo, blog.
Nota do Autor: Apesar de ser bonitão mesmo, não sou metido como nos quadrinhos, é apenas uma característica para a construção desse magnífico personagem que sou "eu".
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